II FalatórioCAp/PIPGLA

1 e 2 de outubro

II Falatório
CAp/PIPGLA

No chão da escola, entre muros, fendas e travessias

Um encontro para falar com o chão da escola — e não apenas sobre ele.

pós-graduaçãoformação docenteeducação básicalinguagens

Vídeo de divulgação

O chão da escola em movimento

Assista ao convite para o II Falatório: caminhos, vozes e atravessamentos entre CAp e PIPGLA.

Sobre o II Falatório

Menos seminário, mais roda de conversa

O II Falatório CAp/PIPGLA será um encontro entre pós-graduação, formação docente e educação básica. Um espaço de escuta, troca e invenção: menos uma sequência de apresentações acadêmicas, mais uma experiência coletiva de pensamento; menos seminário, mais roda de conversa em que saberes, dúvidas, inquietações e experiências possam se atravessar.

No Falatório, formatos acadêmicos são substituídos por espaços de diálogo. O convite é para que cada participante traga uma questão, uma cena, uma prática, uma dúvida ou uma fenda: algo visto, vivido, pesquisado, ensinado, aprendido ou ainda não inteiramente formulado.

A aposta é no diálogo entre docentes e discentes do CAp/UFRJ, do PIPGLA/UFRJ, licenciandos/as em estágio, estudantes da educação básica e convidadas/os de outras redes e áreas para conversar sobre os desafios que atravessam a escola hoje.

Pessoas em uma sala de aula, com linhas azuis e laranja atravessando o chão.

Tema

No chão da escola, entre muros, fendas e travessias

O chão da escola não é aqui uma metáfora. É o espaço concreto onde corpos circulam, vozes se encontram, conflitos emergem, conhecimentos são disputados e a vida cotidiana da educação acontece.

É também um chão marcado por precariedades, desigualdades, violências, improvisos, resistências e formas muitas vezes inesperadas de cuidado, criação e esperança.

muros

Muros remetem aos limites materiais, institucionais e simbólicos que atravessam a escola. Protegem, mas também isolam; organizam, mas separam; sustentam, mas também desmoronam.

fendas

Fendas rasgam estruturas e se abrem até mesmo no chão da escola, escancarando brechas, tensões, desconfortos, conflitos, mas também possibilidades de passagem.

travessias

Sobre o chão da escola, os movimentos que fazemos para seguir pensando, ensinando, aprendendo e habitando são travessias que não cessam de reinventar a escola.

Corredor escolar com passos e linhas azuis e laranja no chão.

A linguagem tanto pode erguer muros quanto abrir fendas; tanto pode reproduzir violências quanto sustentar travessias.

Linguagem

Falar, escutar, escrever, ler, traduzir, discordar, narrar

Pensar o chão da escola é pensar também os modos como falamos, escutamos, escrevemos, lemos, traduzimos, discordamos, narramos e disputamos sentidos.

Nos dias 1 e 2 de outubro, queremos transformar o encontro entre CAp e PIPGLA em espaço de travessia: um lugar para falar com, e não apenas falar sobre; para escutar o que o chão da escola tem a dizer; para reconhecer seus muros e suas rachaduras; e para imaginar, pela linguagem, outros modos de habitar a educação.

Formatos do encontro

Conversas (des)afiadas

As Conversas (des)afiadas são encontros de abertura e provocação em torno de temas urgentes do chão da escola. Em vez de uma plenária tradicional, a proposta é colocar diferentes vozes em diálogo para puxar fios, desafiar certezas e afiar perguntas sobre linguagem, educação, justiça social, tecnologias, violências, cuidado e travessias.

O nome joga com conversa fiada, fio, fiar, afiar e desafiar: uma conversa que assume o tom vivo do cotidiano sem abrir mão da força crítica das perguntas que atravessam a escola e a universidade.

Programação geral

Dois dias de conversas, f(i)ofocas e travessias

Dia 1

1 de outubro

Conversa (des)afiada I

Violências e (auto)cuidado

  • Cassandra Pontes (CAp/UFRJ)
  • Marina Campos (CAp/UFRJ)
  • Alice Reis (estudante CAp/UFRJ)

Intervalo

Falas entrecruzadas: f(i)ofocas I

Dia 2

2 de outubro

Conversa (des)afiada II

Inteligência artificial, educação e justiça social

  • Adolfo Tanzi Neto (PIPGLA/UFRJ)
  • Ulisses Dias (CAp/UFRJ)
  • Andréa Marques (CAp/UERJ)
  • Lucas Jalles (estudante CAp/UFRJ)

Intervalo

Falas entrecruzadas: f(i)ofocas II

Card de chamada: Brota lá. Envie sua f(i)ofoca.

Fofocar não é falar à toa

É puxar fio. É fazer circular aquilo que muitas vezes não cabe nos gêneros oficiais da universidade. É trazer para a roda o que se comenta nos corredores, o que aparece nas salas de aula, o que atravessa os estágios, o que inquieta docentes e estudantes, o que racha os muros, o que abre fendas, o que permite travessias.

Falas (entre)cruzadas

As falas (entre)cruzadas funcionarão como rodas de conversa organizadas por aproximações temáticas. A ideia é colocar em diálogo experiências vindas da escola, da universidade, dos estágios, das pesquisas, das práticas docentes e discentes, das tecnologias, das políticas educacionais e das lutas cotidianas por uma educação mais justa.

Não precisa estar pronta

A f(i)ofoca não precisa apresentar uma pesquisa acabada, uma conclusão definitiva ou uma solução pronta. Basta abrir uma fresta, lançar uma questão, contar algo que pede escuta, compartilhar uma prática que merece circular ou trazer uma pergunta que ajude a pensar coletivamente o chão da escola.

No Falatório, queremos falar com o chão da escola e não apenas sobre ele.

Falas (entre)cruzadas

Rodas de conversa organizadas por aproximações temáticas

As falas (entre)cruzadas funcionarão como rodas de conversa organizadas por aproximações temáticas. A ideia é colocar em diálogo experiências vindas da escola, da universidade, dos estágios, das pesquisas, das práticas docentes e discentes, das tecnologias, das políticas educacionais e das lutas cotidianas por uma educação mais justa.

A f(i)ofoca não precisa apresentar uma pesquisa acabada, uma conclusão definitiva ou uma solução pronta. Basta abrir uma fresta, lançar uma questão, contar algo que pede escuta, compartilhar uma prática que merece circular ou trazer uma pergunta que ajude a pensar coletivamente o chão da escola.

No Falatório, queremos falar com o chão da escola e não apenas sobre ele.

Subtemas sugeridos

Cinco fios para começar a conversa

01

Linguagens, muros e pertencimentos

Fronteiras, exclusões, silenciamentos, normas, diferenças, acessos e modos de habitar ou não habitar a escola.

02

Fendas no cotidiano escolar

Cenas, conflitos, rachaduras, tensões, imprevistos, desconfortos e brechas que revelam algo sobre a vida na escola.

03

Travessias, cuidado e esperança

Práticas de resistência, acolhimento, sobrevivência, invenção pedagógica e criação de vínculos no trabalho educativo.

04

Tecnologias, inteligência artificial e letramentos

Usos, medos, desigualdades, acessos, aprendizagens, disputas e impactos das tecnologias digitais no cotidiano escolar.

05

Violências, justiça social e práticas de linguagem

Racismo, misoginia, LGBTQIA+fobia, capacitismo, desigualdades de classe, conflitos institucionais e formas de enfrentamento pela linguagem.

Envio de textos

Envie sua f(i)ofoca até 15/09

Textos de até 200 palavras, em formato livre.

falatorio.ufrj@gmail.com